quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Miguel apaixonado

Médico confessa sentimento estranho. Ariane diz que é amor

Título da Matéria

Miguel é um sujeito transparente. Mas apesar de ser como uma vitrine móvel, poucos o desvendam como Ariane. À colega, num encontro nos corredores do hospital, ele confessa estar tomado por estranhas sensações. “Ando uma bomba-relógio”, diz. E então, um atrás do outro, descreve os sinais do mal que o aflige. É um mal, segundo ele, que não está descrito nos livros de medicina, mas que tem sintomas bastante definidos: “É um aperto no peito e uma aflição no estômago... Uma vontade de viver tudo e, ao mesmo tempo, morrer trancado num quarto”. Sem se deter, numa torrente poética inspiradíssima, Miguel continua. “É um encantamento sem restrições... Apressado, urgente, feroz. Uma vontade de rir, chorar e estar junto o tempo todo... e mais nada”.


Ariane olha pra ele magnetizada, um sorriso de admiração indisfarçável. Miguel que saber que mal é esse que perturba seu sono e toma a vida dele por inteiro. A médica só tem uma explicação possível: é paixão, mal para o qual não há tratamento ou cura, nem se sabe a causa.

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