A criativa abertura com marionetes, a trilha sonora muito bem escolhida e Betty Faria tão à vontade em cena como uma simples dona de casa fazem a gente acreditar que “Uma rosa com amor”, do SBT, pode dar certo. O primeiro capítulo, que deu picos de 6 pontos no Ibope, na noite de segunda-feira, ainda ficou devendo. O sotaque de Claudio Lins na pele do personagem principal, o francês Claude, está no mínimo constrangedor — querem apostar que vai logo desaparecer? —, a luz estava escura e a direção de atores precisa ser aprimorada. Mas deu vontade de torcer pela felicidade da mocinha (?) encalhada vivida por Carla Marins.
Não deu, ainda, para identificar o que tem de Tiago Santiado na história. O autor, que ficou mais conhecido em sua passagem pela Record, é o responsável pela adaptação do texto original de Vicente Sesso, exibido na Globo em 1972. Algumas gracinhas no texto, como a que mostrou uma empregada confundido AVC com PVC, não funcionaram, ou melhor, constrangeram mais uma vez. Já as cenas no cortiço, diferentemente das do núcleo rico da novela, deram certo, tanto em relação aos atores quanto aos diálogos.
No núcleo pobre de "Uma rosa com amor" é onde estão também os melhores atores do elenco, com destaque para Edney Giovenazzi, Lúcia Alves e, mais uma vez, Betty Faria. Quem só viu a atriz na televisão e, por isso, nem acha que ela seja essa atriz toda, vale dar uma espiada no filme "Romance de empregada". É lá que Betty mostra toda a sua força dramática, interpretando, como na novela, uma mulher do povo.
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