segunda-feira, 3 de maio de 2010

Tradição de família

Na barra do vestido de Luciana, pedidos e amigos

Título da Matéria

O maquiador dá as últimas pinceladas no rosto lindo da noiva e a costureira retoca o vestido imaculado, enquanto lá fora já se ouve o burburinho dos convidados, que lotam o pátio da casa amarela. Luciana está ali, nervosa, quando, de repente, Mia e Isabel põem o rosto pela fresta da porta, curiosas e eufóricas.

Luciana as recebe com festa: “Sabia que vocês não iam aguentar até a hora do casamento pra me ver”. Não iam mesmo. As irmãs vieram conferir um detalhe importantíssimo. Na barra do vestido, a costureira não pode ter se esquecido de uma tradição que é garantia de boa sorte. E não se esqueceu.

Lá estão os nomes de todas as amigas bordados: Isabel, Mia, Vera, Paixão, Rita, Clarisse... E mais pedidos de sorte, felicidade, amor etc. As três formam uma roda e se dão as mãos. Lu puxa o versinho: “O presente é tão grande, não nos afastemos. Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas”. O poema é prova da harmonia entre as irmãs.

Tereza olha de longe, orgulhosa. Elas chamam a mãe, que se une à roda e repete os versos com todas. Depois do abraço, Tereza lembra: “Está na hora, minha filha”. Luciana sente o arrepio percorrer o corpo todo. Em instantes, ela vai se casar.

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