O médico da seleção brasileira, José Luis Runco, confirmou neste domingo (04), durante o desembarque de parte da equipe no Rio de Janeiro, o que todos já suspeitavam e viram nos gramados: o meia Kaká não estava em perfeitas condições para disputar a Copa do Mundo da África do Sul. Ou seja, jogou no sacrifício. Durante esta temporada, o jogador enfrentou uma árdua batalha para superar uma lesão no púbis. Ele chegou a desfalcar o Real Madrid em várias partidas por causa da contusão, o que irritou a torcida do clube espanhol, esperançosa em ver o astro com atuações primorosas, como estava acostumado a fazer quando defendia o Milan.
"Kaká, em outra situação, não teria nem jogado. Ele estava com 85% da sua condição física. A dedicação dele foi muito grande. Pena que o goleiro da Holanda (Stekelenburg) defendeu aquele chute do Kaká (de curva, no ângulo) no primeiro tempo. Teria sido um gol fantástico", disse Runco, a respeito da partida em que o Brasil perdeu por 2 a 1, de virada, e foi eliminado do Mundial. "A seleção tem sempre a obrigação de vencer".
Um dos poucos craques do time formado por Dunga, Kaká teve participação razoável na Copa, bem abaixo do que pode render. A prova disso é que não marcou nenhum gol na África do Sul e ainda foi expulso no jogo contra a Costa do Marfim, válido pela fase de grupos - na ocasião, o Brasil venceu por 3 a 1.
Apesar de não estar totalmente em forma, segundo Runco, Kaká demonstrou ótima conduta profissional. "Ele se dedicou bastante durante toda a competição e foi muito sério em seu trabalho", elogiou o médico da seleção, certo de que o apoiador teria sido submetido a um trabalho de recuperação mais suave se não estivesse em uma Copa do Mundo.
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