sábado, 4 de abril de 2009

Carol Castro divide camarim com namorado: ‘É como dividir apartamento’

Conheça o cantinho de preparação da atriz em ‘Dona Flor e seus dois maridos’

Enquanto se maquia para mais uma apresentação de “Dona Flor e seus dois maridos” em São Paulo, Carol Castro mostra duas escovas de dente juntinhas dentro de um pote. Ela e o ator Marco Bravo, que interpreta Dorival Caymmi na peça, estão dividindo o camarim. “É como dividir apartamento”, diz a atriz, namorando há três meses.

Carol está certa. Assim como em um apartamento dividido por um casal, no camarim também é possível perceber os cantinhos de cada um. De um lado, as bugigangas que toda mulher gosta de ter: maquiagens, fotos, enfeites, presentes. Do outro, a simplicidade masculina representada por um tubo de gel e um colírio.

“O Marco gosta de brincar que eu sou cheia de objetos”, ri Carol, mostrando para o EGO as tais bugigangas. No espelho, imagens que remetem ao começo de tudo: uma foto dela pequena ao lado do pai, o ator Luca de Castro, vestido de National Kid, e um bilhetinho desejando “merda”, que quer dizer “boa sorte” na linguagem teatral; uma filipeta da primeira peça, “O incrível encontro”, que já começou com polêmica. “Eu tinha 16 anos e na época estava rolando uma proibição de menores de idade atuarem no teatro. Tive que sair do elenco”.

Cantinho familiar

As lembranças se multiplicam quando Carol abre o baú que carrega durante as longas viagens por conta da peça. Foram 27 cidades em dois anos. “Quando a saudade aperta, abro o baú. Traz as raízes de volta”, diz. Uma foto da adolescência, que mostra uma Carol de trancinhas no cabelo, roupa preta e meião até o joelho, chama a atenção. “Foi minha fase roqueira, quando eu morei em Bauru e só ouvia Nirvana”, diz, exibindo o desenho de vários tribais feito aos 16 anos.

Antes de começar a namorar Bravo, Carol dividiu o camarim com a atriz Elvira Helena, que faz sua mãe na peça e a conhece desde pequena. “Carol não é deslumbrada, é discreta e elegante. Quando ela era pequena, eu disse ‘se ficar metida, apanha’” (risos), diz Elvira, que passou por ali para ver qual o motivo do burburinho no camarim da “filha”. “Aqui já choramos nossas tristezas... Até fisioterapia fizemos juntas no camarim”, completa Carol.

O entra-e-sai de amigos continua. A camareira Ivani aparece para deixar um sanduíche. Mas é quando Marco Bravo chega, de violão embaixo do braço, que Carol se derrete. Apaixonados, os dois trocam beijos e carinhos. Ele começa a tocar “Crashing to me”, da banda Dave Matthews Band, e ela acompanha. Quase uma serenata. “Ele costuma tocar enquanto me maquio. É bom para me acalmar”.

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